Tendências de arquitetura: estilos que marcaram as últimas décadas
27 de outubro de 2026 • 6 min de leitura

Basta caminhar pelas ruas de uma cidade para perceber como a arquitetura mudou ao longo dos anos. Alguns edifícios chamam a atenção pelos detalhes ornamentais, outros pelas estruturas de concreto e há aqueles que incorporam jardins às fachadas.
Essas diferenças revelam como as tendências de arquitetura acompanham os hábitos, as tecnologias e os valores de cada época.
Do início do século XX até os projetos sustentáveis atuais, conheça os movimentos que transformaram a maneira de construir e morar.
Art Nouveau, modernismo catalão e Art Déco: o início do século XX
No início do século XX, a arquitetura passou por transformações que deram origem a construções com estilos bastante distintos.
O Art Nouveau, que surgiu no final do século XIX e permaneceu influente no início dos anos 1900, valorizava linhas curvas, formas orgânicas e elementos inspirados na natureza. Um exemplo são as entradas do metrô de Paris, projetadas por Hector Guimard, com estruturas que lembram plantas e flores.

Detalhe do entorno da estação Palais Royal, onde é possível notar as referências florais na estrutura. Fonte: Wikipédia
Na Espanha, o modernismo catalão também explorava formas naturais e ornamentações expressivas. A Casa Batlló, de Antoni Gaudí, é um dos exemplos mais conhecidos desse movimento, que possui estreitas relações com o Art Nouveau europeu.
Já o Art Déco, difundido a partir dos anos 1920, trouxe uma estética marcada por linhas geométricas, simetria e ornamentações sofisticadas. Em Belo Horizonte, o Edifício Acaiaca, inaugurado em 1947, é um importante representante desse estilo.

Vista lateral do Edifício Acaiaca com o Santuário São José ao lado. Fonte: Wikipédia
Bauhaus: a valorização da funcionalidade (1920 a 1930)

Fachada do edifício da escola Bauhaus, na Alemanha. Fonte: Saxony Anhalt
Fundada na Alemanha em 1919, a escola Bauhaus revolucionou a arquitetura ao defender a integração entre arte, design, indústria e funcionalidade.
A proposta valorizava construções práticas, com formas simples e materiais adequados às necessidades da vida moderna.
Entre suas principais características estavam:
Linhas retas e formas geométricas.
Ambientes funcionais, sem ornamentações excessivas.
Uso de materiais como aço, vidro e concreto.
Integração entre arquitetura, mobiliário e design.
O edifício da Bauhaus, em Dessau, projetado por Walter Gropius e inaugurado em 1926, tornou-se um dos principais símbolos dessa abordagem.
Sua influência permanece presente em projetos contemporâneos que priorizam o aproveitamento dos espaços e a funcionalidade.
Modernismo brasileiro: uma nova identidade arquitetônica (1940 a 1960)
O modernismo brasileiro começou a se consolidar na década de 1930 e ganhou projeção internacional nas décadas seguintes.
Com nomes como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, a arquitetura passou a explorar o potencial do concreto armado, os espaços abertos e novas possibilidades de composição.
As curvas ganharam destaque, assim como os grandes vãos, os pilotis e a integração entre ambientes internos e externos.
Em Belo Horizonte, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, inaugurado em 1943, é um dos maiores símbolos desse período.

A Igreja São Francisco de Assis faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Fonte: Portal de Belo Horizonte.
Projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx e contribuições artísticas de Cândido Portinari, o conjunto recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO em 2016.
Anos depois, Brasília consolidaria a importância do modernismo brasileiro no cenário internacional.
Brutalismo: a força do concreto aparente (1950 a 1970)
O brutalismo ganhou destaque no período pós-Segunda Guerra Mundial, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970.
Associado ao movimento moderno, o estilo ficou conhecido pela valorização dos materiais em seu estado aparente, principalmente o concreto.
As construções brutalistas costumam apresentar volumes robustos, grandes estruturas e pouca ornamentação.
No Brasil, um dos exemplos mais representativos é o edifício da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), projetado por Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi e construído entre 1961 e 1969.
O prédio apresenta uma estrutura monumental de concreto aparente, grandes espaços internos e soluções que valorizam a convivência e a circulação.

Vista do Salão Caramelo no Edifício Vilanova Artigas, na FAU – Foto: Marcos Santos/USP Imagens. Fonte: Jornal da USP.
Pós-modernismo: mais liberdade para criar (1970 a 1990)
A partir dos anos 1970, o pós-modernismo ganhou força ao questionar a rigidez de algumas propostas modernistas.
Cores, ornamentos e referências históricas voltaram a aparecer nas fachadas, muitas vezes combinando elementos de diferentes períodos arquitetônicos.
O Portland Building, nos Estados Unidos, projetado por Michael Graves e concluído em 1982, tornou-se uma das principais referências do movimento.
Com suas cores marcantes e elementos decorativos inspirados na arquitetura clássica, o edifício representa a liberdade criativa que caracterizou o pós-modernismo.

Vista da fachada do edifício Portland Building. Fonte: Wikipédia.
Minimalismo e arquitetura contemporânea (1990 a 2010)

Representação do interior de casa no estilo minimalista. Fonte: Pinterest.
Embora suas raízes sejam anteriores, o minimalismo continuou influenciando a arquitetura residencial no final do século XX e início dos anos 2000.
A valorização de linhas limpas, materiais naturais e ambientes com poucos elementos decorativos contribuiu para uma estética mais discreta.
Nos projetos residenciais, ganharam destaque soluções como:
Integração entre sala, cozinha e varanda.
Grandes janelas para aproveitar a iluminação natural.
Uso de madeira, vidro, pedra e concreto.
Ambientes com circulação fluida e layouts funcionais.
Essas características continuam presentes em muitos apartamentos contemporâneos, especialmente nos projetos que valorizam conforto, amplitude e praticidade.
Tendências de arquitetura atuais: sustentabilidade e natureza
Nas últimas décadas, a preocupação ambiental passou a ocupar um papel cada vez mais importante na arquitetura.
Além da estética e do conforto, os projetos contemporâneos procuram reduzir impactos ambientais, aproveitar melhor os recursos naturais e criar espaços mais saudáveis.
Entre as principais tendências de arquitetura atuais estão:
Arquitetura biofílica: integração de plantas, jardins e elementos naturais aos ambientes.
Eficiência energética: soluções que contribuem para reduzir o consumo de energia.
Uso consciente da água: tecnologias que favorecem o aproveitamento eficiente dos recursos hídricos.
Conforto ambiental: projetos que valorizam a ventilação, a iluminação natural e o bem-estar.
Em Belo Horizonte, o Sollum, da Construtora Sudoeste, representa essa evolução.
Localizado no bairro Anchieta, o empreendimento possui arquitetura autoral, paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx, jardim vertical na fachada e sistema de irrigação automatizada.
O Sollum também conquistou a certificação internacional EDGE, voltada à eficiência no uso de recursos nas construções, além de reconhecimentos do International Property Awards por sua arquitetura e desenvolvimento residencial.
Essas características mostram como a natureza e a sustentabilidade podem fazer parte de empreendimentos residenciais de alto padrão.
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Vista aérea da perspectiva da piscina do Sollum, empreendimento Sudoeste.
Conheça a arquitetura dos empreendimentos Sudoeste
Ao longo de mais de um século, a arquitetura passou por diferentes movimentos, mas muitas de suas influências continuam presentes nos edifícios atuais.
Hoje, os projetos combinam identidade arquitetônica, funcionalidade, tecnologia e responsabilidade ambiental para criar espaços que acompanhem as necessidades de quem vive neles.
A Sudoeste acompanha essa evolução com empreendimentos que valorizam a qualidade construtiva, o design e a experiência de morar.
Conheça os empreendimentos da Sudoeste e descubra diferentes possibilidades para viver bem em Belo Horizonte e Nova Lima.



